Máximas (do livro “Matriochka”)

outubro 4, 2006

Clique abaixo para ouvir a leitura de David Haize.

Máximas (do livro “Matriochka”) 

A alma alcança o absoluto quando se torna silêncio.
A alma não existiria sem o corpo.
Absolutamente nenhuma ideologia justifica a fome de um ser humano.
A consciência está acima da lei.
A essência cessa de sê-lo quando é exteriorizada.
A ética em si solapa o poder.
A grandeza inicia-se pelo despojamento material.
A hipocrisia e os eufemismos compartilham cama e mesa.
A humildade só se justifica perante os grandes de alma.
A liberdade não existe com o ventre vazio.
A política enobrece a arte quando esta é política contra a política vigente.
A ponderação não existe na arte.
A preservação da identidade é o princípio fundamental da dignidade.
A raiz isenta o princípio de qualquer imposto.
A rebeldia é sempre mais nobre que a aceitação.
Capital à ética: perdão.
De concessão em concessão chegamos à abjeção.
Deus é abstração como qualquer paixão.
Deus só pode existir no silêncio absoluto
O absoluto requer paixão e desprezo.
O amor translúcido dura mais que o transparente.
O artista só é artista quando se torna absolutamente livre.
O escolher é superior à escolha.
O espírito elevado não se atém ao pragmatismo.
O homem com fome tem direitos que aquele que come não tem.
O infinito cabe num segundo de amor.
O pragmatismo é a característica predominante do ser inferior.
O nada pode conter o todo.
O ser superior escolhe, não é escolhido.
O ser superior não se macula com as convenções.
O silêncio deixa de existir quando é explicado.
O silêncio se confunde com a identidade da essência.
Ousar é ser, o resto é apenas estar.
Ouse despir a sua alma antes que ela se vista de meretriz.
Pouco resta ao livre-arbítrio, descontados circunstâncias e genes.
Não existe liberdade sem pluralidade.
Não macule o silêncio com a palavra inútil.
Não macule os seus impulsos com a maquiagem vulgar das convenções.
Não negue pão ao mesquinho, mas não espere amor dele.
Não se pode estar ao mesmo tempo nas duas margens do rio.
Reserve o furor da verdade para silêncios nobres.
Só é digno aquele que preserva a identidade.
Somos apenas quando nos concedemos a liberdade de ser.

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