Jovens, Limpem o Brasil

julho 14, 2011

Jovens, Limpem o Brasil

Manifesto

de

www.davidhaize.wordpress.com

 

 

Jovens brasileiros, até quando vocês vão ser otários do governo?

Até quando vocês vão ser feitos de palhaços pelo governo?

Até quando vocês vão ser tratados como imbecis pelo governo?

Até quando vocês vão ser manipulados pelo governo?

Jovens, vocês não são marionetes, são pessoas.

Jovens, o Brasil é de vocês, não do governo.

Jovens, o Brasil decente depende de vocês.

O Brasil é do poder jovem, não dos velhos corruptos.

O BRASIL PERTENCE À RENOVAÇÃO

NÃO À PODRIDÃO

O BRASIL PERTENCE À RENOVAÇÃO

NÃO À PODRIDÃO

Jovens, a web é a arma de luta, usem-na para difundir, conscientizar, aglomerar, desfechar ataques virtuais e instigar a desobediência civil.

Jovens, o que vocês estão esperando? Reajam. Digam basta. Se houve uma primavera árabe, haverá uma primavera brasileira.

CIRANDA CIRANDINHA VAMOS CIRANDAR

CIRANDA CIRANDINHA O PAÍS VAMOS INCENDIAR

CIRANDA CIRANDINHA VAMOS CIRANDAR

CIRANDA CIRANDINHA O PAÍS VAMOS INCENDIAR

Portanto, ocupem ruas, avenidas, praças, escolas, universidades, aeroportos, prédios públicos. Bloqueiem estradas.

Jovens, vamos limpar o Brasil?

Então…

Derrubem a corrupção

Derrubem a injustiça

Derrubem o roubo legalizado

Derrubem a falta de transparência

Derrubem a imunidade

Derrubem a impunidade

Derrubem a discriminação social

Derrubem a Lei de Anistia

E vamos lá, que o mutirão da limpeza do Brasil é uma festa. Vamos nos divertir limpando a sujeira acumulada durante cinco séculos.

UMA TRANSADA, UMA TRAGADA

E A GRANDE LARGADA

UMA TRANSADA, UMA TRAGADA

E A GRANDE LARGADA

Derrubem os salários astronômicos dos parlamentares. Isso é roubo legalizado. Lugar de ladrão é na prisão.

Derrubem os salários ofensivos do Judiciário. Isso é roubo legalizado. Lugar de ladrão é na prisão.

Derrubem as aposentadorias exorbitantes acumuladas por um único cidadão. Isso é roubo legalizado. Lugar de ladrão é na prisão.

Derrubem o sigilo eterno de documentos secretos. Isso é puro fascismo para proteger falcatruas de ladrões.

Derrubem todos os privilégios da classe política. Os políticos são o câncer do Brasil. A imunidade dos políticos é uma ofensa aos princípios da democracia. Nenhum cidadão, absolutamente nenhum, está acima da lei. Somos todos iguais perante a lei.

Derrubem os vícios político-sociais que permitem a impunidade desde a época colonial.

Derrubem todas as leis obtusas, obsoletas ou tendenciosas que visam a privilegiar quem as cria.

BRASÍLIA INCENDIADA

A DECÊNCIA RESTAURADA

BRASÍLIA INCENDIADA

A DECÊNCIA RESTAURADA

Jovens, exijam…

Melhor ensino. O Brasil tem um dos piores ensinos do mundo.

Melhor salário mínimo. O Brasil tem um dos piores salários mínimos da América Latina.

Jovens, não deixem barato, protestem, insurjam-se.

Lembrem-se de que protestar é respeitar-se. É negar-se a ser conivente com a podridão. Protesto é sinônimo de dignidade.

Lembrem-se de que a História se faz com ações. Não com palavras.

Lembrem-se de que a prudência pode virar covardia.

Lembrem-se de que a ponderação pode virar frouxidão.

Lembrem-se de que a paciência pode virar letargia.

Lembrem-se de que o destino do País está nas mãos dos jovens. Logo, não façam concessões àqueles que se perpetuam no poder. E neguem-se a votar em criminosos. Boicotem as eleições.

BRASÍLIA É GOMORRA

BOTA FOGO NESSA ZORRA

BRASÍLIA É GOMORRA

BOTA FOGO NESSA ZORRA

Jovens, comuniquem-se, unam-se. A união faz a força. A internet é feita para isso. Paralisem o País para mostrar a força jovem. Exijam o que é justo. Exijam democracia de fato. Exijam um Brasil melhor para as futuras gerações.

Jovens, sejam dignos, não se omitam, não se calem. Ousem dizer chega. Sejam jovens. Rebelem-se. Alegremente e com fé. Os rumos do Brasil dependem de vocês. Usem a energia da sagrada  revolta para manifestar-se.

Jovens brasileiros, amem o Brasil! Limpem-no!

25-06-2011

 

 

Réquiem pela Língua Portuguesa 2

 

         Pobre língua portuguesa do Brasil. Como se não bastasse a adoção pelo MEC da famigerada cartilha Por Uma Vida Melhor, da qual se deduz que o povo brasileiro deve permanecer na ignorância, temos, por parte de um determinado setor da sociedade, a invasão da língua portuguesa pela inglesa. Poderia dizer que à estupidez daqueles que preconizam a ignorância escrita e falada se soma a frescura irritante de outra parcela da sociedade que salpica “graciosamente” seu vocabulário de palavras inglesas (especificamente norte-americanas) para parecer chique, moderna, culta. Quando na realidade essa atitude é brega, atrasada historicamente e, em última instância, ignorante. Sem contar que fede a ranço colonialista com o devido verniz da globalização. E aí entra uma pequena ressalva. Sou, pelo meu histórico de vida, cosmopolita e internacionalista, ou seja, nada nacionalista. Logo, preservar a nossa língua não tem nada de xenofobia. É óbvio que a língua é dinâmica. Logo, é normal que um idioma incorpore vocábulos estrangeiros e neologismos. Senão estaríamos ainda falando latim. Mas chegar ao extremo aonde chegamos, é outra coisa. Em outras palavras, adotar termos estrangeiros que nossa língua não tem, tudo bem, enriquece o idioma. O que é inadmissível é simplesmente substituir palavras que existem em português pelas correspondentes em inglês. E isso para parecer atualizado. Em verdade, atualizado em cafonice.

São inúmeras as palavras que vemos diariamente em jornais, revistas, internet, cartazes ou que ouvimos na televisão. Palavras como mix, em vez de mistura ou mescla. Trip, em vez de viagem. Cool, em vez de frio. Light, em vez de leve. Sales, em vez de promoção. Off, em vez de desconto. Outdoor, em vez de cartaz.  Delivery, em vez de entrega. Fashion, em vez de moda. E assim por diante. É tão cretino esse afã de mostrar conhecimento de inglês que acaba distorcendo a gramática portuguesa. Os pronomes relativos são degolados. Por exemplo: a loja que eu compro, em lugar de a loja onde eu compro. As preposições então são enviadas às câmaras de gás. Exemplos. Voe TAM, em lugar de voe pela TAM – puro anglicismo. Assisti um filme, em lugar de assisti a um filme. O verbo captar aparentemente caiu em desuso. Já não se diz captar o sentido, a imagem, mas capturar o sentido, a imagem – puro anglicismo. Já não se diz ele se suicidou, mas ele cometeu suicídio – puro anglicismo. Isso sem falar do abuso do gerúndio: amanhã estarei enviando – puro anglicismo. Em breve, as subordinadas vão desaparecer porque é mais prático (o inglês, sem dúvida, é uma língua prática), e vamos passar a dizer: a mulher eu amo em vez de a mulher que eu amo. Em suma, tudo isso, além de deplorável, é ridículo. Grotesco. Caricatural. E, em última análise, vulgar. Já que toda imitação é vulgar. Tudo o que não seja autêntico é vulgar. Por mais fino que seja.

Mas existe também um aspecto perverso nessa invasão da língua portuguesa do Brasil pela língua inglesa norte-americana. É o lado social. Ou político – já que tudo é político.  O jornal “O Estado do São Paulo” vive publicando, na primeira página do Caderno 2, um anúncio do Haras Larissa que diz: Authentic, simple, elegant and exclusive. Além de publicado em inglês, repare no adjetivo exclusive, altamente significativo. Outro anúncio no mesmo jornal: Fashion Day no Shopping Center. Note que nesta frase de cinco palavras há quatro em inglês e uma só em português. Muito bem. O Cambuí, o bairro mais elegante de Campinas, parece uma cidade norte-americana. Repleta de day hospital, fitness, Sales, off, english school (com os dizeres suplementares de kids, teens, adults), etc… Pode-se dizer, parodiando o título da peça de Nelson Rodrigues, que o Cambuí é bonitinho, mas ordinário. Gente, onde é que nós estamos? O brasileiro não é obrigado a falar inglês. Nem sequer a conhecer todos esses estrangeirismos. Aliás, um morador da periferia se sente, não só deslocado, mas excluído do Cambuí e dos shoppings. E daí? – pode argumentar algum cínico – o Cambuí não é para morador da periferia. E chegamos aonde quero chegar. Há uma correlação entre a invasão do português pelo inglês norte-americano e a nossa desigualdade social, uma das piores do mundo. Talvez, já que somos dóceis lacaios do neoliberalismo, devêssemos propor que o Brasil adotasse o inglês como língua oficial. O MEC certamente aplaudiria a ideia.

 

R.Roldan-Roldan é escritor

www.davidhaize.wordpress.com

21-06-2011

Publicado pelo jornal “Correio Popular” de Campinas a 6 de julho de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para que serve o MEC? Para contribuir com a degradação de língua portuguesa ao longo dos anos? Para desembocar na total avacalhação do idioma português? Para levar o Brasil ao vexame de ter um dos piores ensinos do mundo no ranking mundial? Não é uma vergonha que uma potência emergente tenha 50% da população semianalfabeta? Porque os tão decantados 10% (aproximadamente) de analfabetos são estatística para inglês ver. Ou seja, consideram alfabetizados aqueles que conseguem assinar seu nome. Será que o governo (especificamente o MEC), não se dá conta que a língua portuguesa é, não só um patrimônio brasileiro, mas um símbolo nacional? Será que esses inúteis do Planalto que só visam a se enriquecer na carreira política não percebem que, como símbolo nacional, o português está no mesmo nível da bandeira e do hino nacionais? Logo, a cartilha “Por Uma Vida Melhor”, adotada pelo MEC e distribuída em mais de 4000 escolas, equivale a defecar em praça pública e a limpar-se o ânus com a bandeira nacional. Ou será que, já que tudo, absolutamente tudo (menos os genes) é político, devemos atribuir a adoção desse lixo de cartilha (supostamente para “integrar” o povo – não é assim que se elimina a desigualdade social), ao latente objetivo, de maquiavélica (literalmente) perversidade, de manter o povo ignorante para melhor subjugá-lo? Manter um país na ignorância é uma estratégia milenar de controlar, indiretamente, todo tipo de informação, de acesso ao conhecimento e, em última instância, de camuflar uma ditadura sob a aparência de democracia. Os países árabes, com alto índice de analfabetismo, são um exemplo desse procedimento. Só existe um único país árabe que não esteja sob uma ditadura: o Líbano – embora tenha uma democracia meio capenga. E quando digo árabe, não digo islâmico, que são coisas diferentes.

Mas, voltando à famigerada cartilha, o que mais deixa perplexo qualquer cidadão consciente e honesto, não é o fato de um bajulador (ou arrivista de esquerda, ou imbecil) ter escrito a cartilha, o que espanta é um órgão oficial ter adotado semelhante lixo. Como acreditar na idoneidade desses órgãos oficiais? Como crer na honestidade de tudo o que vem daqueles que detêm o poder? O Brasil não é um país sério, dizia De Gaulle 50 anos atrás. E continua não sendo sério. Mas, pensando bem, em última análise, não é só uma questão de seriedade. Mas uma questão de amor. Sim, de amor. De amor e respeito por aquilo que é nosso. E a língua portuguesa – embora trazida pelo colonizador – é genuinamente nossa, já que a Nação não fala tupi-guarani, como deveria. Nossa, como a bandeira e o hino nacionais. No fundo, essa falta de amor talvez esteja relacionada com o processo inconcluso de identidade nacional. E que não me venham argumentar, os aproveitadores ávidos de poder, que o bom português é algo de burguês. Não é por aí, não. Isso é coisa da esquerda oportunista, alpinista (ou festiva como se dizia antes) que nada tem a ver com a esquerda autêntica, honesta, íntegra e, principalmente, coerente.  Um bom socialista não se vende. E o bom socialista não pode se esquecer de que as teorias de esquerda também devem ser renovadas – mesmo porque o mundo e a História são dinâmicos – sem que isso deva ser tachado de revisionismo. A cultura é um patrimônio da humanidade. E tem de ser preservada e levada até o povão. E não destruída sob pretexto de que pertence a uma elite. Em outras palavras: não se deve deixar que o povo permaneça estagnado na ignorância – o que é uma atitude absolutamente demagógica e fascista. Mas de elevar seu nível de cultura.

Em suma instaurar os “nós vai”, “dez real”, “cinco mulher” ou “dá pra eu” é uma absoluta regressão. Que só pode provir de retrógradas. Que cheira a resquício de revolução cultural maoísta barata. Que aprofunda definitivamente a nossa miséria cultural. E isso não quer dizer que eu esteja sugerindo usar verbalmente os “dá-mo”, “ver-te-ei” ou “diga-lho”. Ou a linguagem rançosa do Direito. Apenas creio que se deve falar um português correto. Claro. Limpo. Icástico.

Pobre língua de Sá-Carneiro, Pessoa, Quental, Bandeira, Murilo Mendes. Orides Fontela – para citar só poetas. Pobre língua nossa. Réquiem pela língua portuguesa do Brasil. Professores queimem a cartilha em praça pública e apedrejem o MEC!

R.Roldan-Roldan é escritor

www.davidhaize.wordpress.com

23-05-2011

Publicado pelo jornal “Correio Popular” de Campinas a 1° de junho de 2011

 

         Há pessoas que nos cativam pela sua elegância ética. Pela sua classe moral. Pela sua postura digna. Há pessoas que nos impõem o reconhecimento do respeito. E perante as quais inclinamos a cabeça em sinal de admiração. Do mesmo modo, há paises que nos causam idêntico efeito. Ou, melhor dito, culturas – e deixo bem claro que não digo etnias, mas culturas. Já que não existem etnias superiores a outras. Mas existem culturas superiores a outras. Obviamente não me refiro a culturas de massa de nouveaux riches, com o que isso implica de vulgaridade. Ou seja, de culturas descartáveis, feitas de lixo com curto prazo de validade. Culturas provenientes de paises econômica e militarmente poderosos, como os E.U.A. Refiro-me a algo espiritualmente mais sofisticado. Ao Japão especificamente. E, como cinéfilo, não faço alusão aos cineastas Ozu, Mizoguchi, Shindo, Kurosawa, Kobayashi, Yamada ou Oshima. Ou seja, ao Japão que teve uma das melhores cinematografias do mundo nos anos 1950/60. Nem faço alusão aos escritores Kawabata, Oe ou Mishima. Nem às pinturas de Katsushika Hokusai, Mistsuoki Tosa ou Tsuguharu Fujita, e outros clássicos onde o espaço vazio sugere a vastidão do não dito, do metafísico, do Absoluto latente. Nem ao teatro kabuki. Nem ao teatro nô. Nem a uma grande atriz como Nobuko Otowa. Nem ao límpido despojamento dos interiores japoneses, em contraste com os interiores ocidentais, tão abarrotados de coisas inúteis. Nem ao jardim de areia, tão propício à contemplação, a mais bela, profunda e transcendente concepção de estética de paisagismo do Planeta. Como tampouco faço alusão à plasticidade do Monte Fuji, do Buda de Kamakura, do Pavilhão Dourado de Kyoto ou do templo Hoodo de Byodoin. Nem à deliciosa culinária japonesa.

Refiro-me a um pequeno (aliás, tão grande) detalhe que corrobora a minha admiração pelo país do Sol Nascente. Existe um grau tão elevado de honestidade, de ética, portanto de honra (e nisso se poderia dizer que é único no mundo), que depois da tragédia do terremoto e do tsunami não houve nenhum saque na nação nipônica. Que a ordem foi mantida na desgraça. Que nenhum caos foi provocado pelos sobreviventes. Que dignidade na dor. Não é de se surpreender que no Japão ninguém se aposse de um objeto esquecido numa estação de metrô, de trem ou num aeroporto. A não ser que alguém o pegue para entregá-lo à seção de achados e perdidos.

Sim, claro. Alguém pode alegar que este meu artigo é um tanto tendencioso. Que estou idealizando um povo que, como todos, tem seus defeitos. Que a minha visão é unilateral. Que o Japão cometeu atrocidades durante a 2ª Guerra Mundial. Mas que país não as cometeu ao longo da História? Os ingleses cometeram atrocidades. E os franceses. E os espanhóis. E os portugueses. E os russos. E os chineses. E os árabes. E os turcos. E os mongóis. Sem falar dos norte-americanos – que ainda cometem. Pode-se alegar que o Japão é racista. E que país não o é? Por acaso o Brasil não é racista em relação ao negro e ao nordestino? Pode-se alegar que o Japão ainda não pediu desculpas à China pelos massacres cometidos. Mas por acaso os E.U.A. pediram desculpas pelas bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki? Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra. Pode-se alegar que o Japão é terrivelmente consumista. Porventura o Brasil (o 2° país das Américas consumidor de produtos de luxo) não o é? Pode-se invocar a alta taxa de suicídios no Japão. Bem, o conceito de suicídio no hinduismo/budismo difere totalmente daquele do cristianismo. Além do mais, pena que essa taxa não aumente entre os nossos políticos corruptos quando ficam evidentes, expostas e confirmadas sua corrupção, suas fraudes, suas falcatruas. Um suicídio vez por outra não faria mal à classe parasita dos políticos para resgatar a honra (existe isso entre essa escória?). E então se poderia afirmar que a classe política, redimida, também vai ao paraíso. Pelo menos de vez em quando. Nem que seja para limpar as latrinas dos santos.

E por falar de políticos – esses tiradores de proveito de estatura moral raquítica – é de pasmar a proposta de dar o nome de Orestes Quércia ao aeroporto de Viracopos. O que é isso? Bajulação ou cretinice? Mas que absurdo! Que petulância! O que o iluminado autor da proposta pensa? Que o povo campineiro é idiota?

 

R.Roldan-Roldan é escritor

www.davidhaize.wordpress.com

 

27-04-2011

 

Publicado dia 4 de maio de 2011 no jornal “Correio Popular” de Campinas