Sax

maio 26, 2012

Parte de
JUIZ CASADO COM FILHOS PROCURA HOMEM PARA SEXO CASUAL
(CONTOS)

Sax

Quatro horas. Da madrugada. Chove. Volto para casa. Como todo dia. Ou toda noite. Após a jornada de trabalho. Ruas desertas. Um ou outro carro. Um ou outro raro transeunte. As putas já se recolheram: não aparecem clientes depois das quatro. Silêncio. Ouço meus passos sobre a calçada. E o apito de um navio, já que esta área fica perto do porto. As luzes fazem brilhar o asfalto molhado. Chove sem parar. Há horas. Chuva fraca, mas persistente. Caminho lentamente. Ao som de Summer time, a última música que toquei hoje, que não me sai da cabeça. O guarda-chuva numa mão. Na outra, o instrumento. São 40 minutos. A pé, para economizar o dinheiro da passagem do metrô, até minha casa. Até a pensão, melhor dito. Onde moro. Num quarto com mais três caras. Dois beliches. Não tenho privacidade nem para cagar: o banheiro tem que ser usado rapidamente, pois é muito concorrido. E menos ainda para bater uma punheta. Embora ultimamente não tenha batido. Não preciso. Estou satisfeito sexualmente. Se é que posso usar a palavra satisfeito. Se é que ejacular é sinônimo de satisfação. Satisfação sexual. Que piada. Que decadência. Será? Será decadência moral? Não sei. Talvez seja apenas necessidade de sobreviver. Sim, é isso mesmo: sobrevivência. Mas a sobrevivência não impede que isso seja declínio moral. Eu, tão limpo. Tão puro. Tão romântico. Sempre aspirando aos voos supremos da música. E sempre acorrentado ao chão. Ao chão duro da sobrevivência. Ao chão amargo da miséria. Não. Não é tanto assim. Bem, se não é miséria é a extrema pobreza. No limite da miséria. Meu Deus, onde foi parar minha dignidade? Eu, de alma tão cristalina. Sempre atrás da transcendência. Da elevação espiritual. Eu, músico profissional, saxofonista, acabei, empurrado pelas circunstâncias, colocando meu pinto em ação para sobreviver. Pois é, até certo ponto vivo do meu pinto. Mesmo porque não dá para viver só da música.  A música. A música que é o ideal. O pináculo. O cume. O absoluto. O todo. Tudo. A razão de viver. O nexo da vida. A alegria de ser. A música. À qual dou tudo. Tudo o que há de melhor em mim. E da qual não recebo quase nada. Pelo menos em termos materiais. Ou seja, em dinheiro para comer e pagar as contas. Tanta paixão. Tanta exaltação. Tanta entrega. Tanta loucura. Para acabar no vazio. Mas não posso viver sem a música. Ela me faz sentir vivo. Todo o resto, pelo menos agora que estou longe daqueles que amo, me é indiferente. Sem a música a morte parece estar mais presente. É tão cruel amar de paixão algo que não serve para, materialmente, viver. É por isso que me vi impelido a comercializar, por assim dizer, meu pinto. Com duas mulheres e um homem. Eu, músico profissional, tenho um lado escuro de puto, de michê. Aos 49 anos. Quem diria. Sem pretendê-lo. Acossado pela penúria. A penúria que se deixa acompanhar pela indiferença. A indiferença que desintegra os valores morais, éticos. Será? Será que é só a indiferença? Talvez um pouco de revolta – embora eu não seja propriamente um revoltado – acabe se inserindo nessa indiferença. Talvez seja a opção assumida pela margem. Por essa marginalidade onde sou acuado pelo amor da música. Ou seja, mais ou menos isto: já que a condição de anjo me é negada, opto conscientemente pela condição de demônio. Enfim, uma metáfora, pois não sou propriamente um demônio. Mas estou dissecando demais minhas ações. E não adianta nada ficar pensando por que fiz isto ou aquilo. Faço o que faço por necessidade e não tenho que dar satisfação a ninguém. É a vantagem de ser só. Quem vai me julgar? A consciência? Foda-se a consciência. Foda-se tudo. Já que estou fodido e, literalmente, mal pago. Chove. Chove sempre nesta cidade. E caminho sob a chuva. Protegido pelo guarda-chuva. Na noite úmida e fria desta cidade portuária. Cidade de chuva e neblina. Gosto de chuva e neblina. Mas às vezes a chuva ou a neblina tornam tudo mais triste ainda. E me lembro do sol. Do sol da minha terra. Chove. E volto do puteiro onde toco, diariamente menos segunda, para minha pensão. Vou andando e pensando na vida. Na minha vida tão sem sentido. Estou vivendo para quê?  Apenas para tocar e ouvir música. Porque não há mais nada na minha vida. Faz tanto tempo que não vejo meus filhos. Estão longe. Tão longe. Tão longe em todos os sentidos. Devem me ver como um perdedor. O que de fato sou. Que é que eu fiz da vida, senão perder? A mãe deles, minha ex-mulher, me largou porque eu ganhava muito mal. Ela dizia que estava cansada de sustentar a casa. Que ainda bem que ela tinha um bom emprego. Porque com o que eu ganhava não dava para nada. E pediu para eu sair de casa. E eu saí. E fiquei perdido. Perdido sem ela e sem meus filhos. Sem a família que tanto amo. Sou um bosta. Um fracassado. Como profissional. E como pai de família. Saí de casa com uma mala de roupa e meu saxofone. Meu sax, meu fiel amigo. Meu amado companheiro de todos os dias. Meu confidente. Com quem falo frequentemente, na minha solidão. A quem conto tudo. Todas as tristezas. Porque ultimamente as alegrias são poucas. Pois é, meu único amigo e confidente é o sax. Meu sax. Eu o chamo de Sax. Sabe de uma coisa, Sax?… Olha, Sax, vou te contar uma coisa… Deixe-me te dizer uma coisa, Sax… Desse jeito. Mas nem sempre posso falar com ele. Por causa da falta de privacidade. Às vezes falo com ele durante o dia, quando meus companheiros de quarto estão fora, trabalhando. Todos imigrantes, como eu. E desabafo. Contando-lhe tudo. Não tenho amigos nesta cidade. Sax os substitui. Estou sozinho e isolado como esse cachorro que está aí, molhado, sob a marquise. À espera de um improvável dono. Sozinho nesta noite fria de chuva. Sim, à espera de um eventual dono que o ame. Como eu ainda espero, ingenuamente, uma dona que me ame e que eu ame. É isso mesmo. Ser de alguém. Pertencer a alguém. Eu não sou de ninguém. Apenas empresto meu pinto. E ninguém é meu. Meu Deus, ter uma mulher que cuide de mim. E que me ame. Uma mulher legal. Uma companheira com quem falar, dividir a vida. As duas fulanas com quem trepo não significam nada para mim. Desempenho apenas uma função biológica com elas. E além de me aliviar recebo favores em troca. Como um garoto de programa. Só que eu não sou garoto. Sou quase cinquentão. E estou usando o pinto para contornar uma situação difícil. Eu estava muito mal. De dinheiro e, claro, de moral. A ponto de pensar em suicídio. A dona da pensão, a quem devia vários meses de aluguel, me pediu para sair. Disse-lhe que eu não tinha para onde ir. Que teria que dormir na rua. Então, sem mais nem menos, olhando-me fundo nos olhos, perguntou: quer vir para minha cama?  Para sua cama? estranhei. Sim, para minha cama, confirmou. E fui para cama dela. E passei a frequentar sua cama uma ou duas vezes por semana. E ela me perdoou os três meses de aluguel atrasado. E além do mais me faz um desconto todo mês. E agora não estou devendo nada. Ela tem 55 anos. Gorda e feiosa. Mas para quem não tinha ninguém e ia para o olho da rua… Às vezes não dá para exigir muito da vida. Logo da primeira vez, ela me confessou que sentia muito tesão por mim. Eu não sinto tesão por ela. É apenas uma boceta. É separada. Tem uma filha casada e dois netos. Mas acho que transa com outro pensionista. Tudo bem. É um direito que ela tem. Transar com quem ela quiser. Eu não me importo. Fizemos um trato. Tacitamente. Por mim, está tudo bem. Espero que ela não se canse de mim. E eu perca o privilégio do desconto mensal no aluguel. A outra mulher é a dona do puteiro onde toco – comecei tocando saxofone em boates e bares finos e acabei num puteiro barato. Puta aposentada, de 65 anos. Bonita na mocidade. Relativamente bem conservada. Eu já tinha resolvido o problema da pensão quando um dia ela me disse que ia me dispensar, que tinha que cortar despesas. Eu, apavorado, supliquei: pelo amor de Deus, faça de mim o que quiser, mas não me mande embora, não vou ter o que comer. Quando eu disse: faça de mim o que quiser, eu estava, implicitamente, propondo a cama. Acho que ela captou. Você quer ser meu amante? indagou. Quero, respondi na hora sem vacilar, na esperança de resolver a situação. Ela me olhou, muito séria. Fiquei na dúvida. Quando ela perguntou “você quer ser meu amante?”, ela estava propondo ou apenas querendo confirmar minha proposta implícita? Perante a duvida, acrescentei: bem, se a senhora me aceitar. E ela simplesmente confirmou: eu te aceito, você é um homem gostoso e educado. Por enquanto pode continuar na casa, concluiu. E até hoje. É claro que não sinto nada por ela. Mas fazer o quê? Preciso garantir meu trabalho. Em suma, trepando com a dona da pensão garanto o teto e trepando com a dona do puteiro garanto o pão. Só que não aguento meter duas vezes com uma e duas com a outra por semana. Não aguento porque quatro vezes por semana sem tesão é muito para um cinquentão. Acho que sou bom de pica, mas não estou com a bola toda, não. E ainda tem o velho. O Oh Mein Papa, como eu o chamo. Pois ele sempre pede para eu tocar essa música. Uma música que me deixa triste, já que ela me lembra quando eu me vestia de palhaço e brincava com meus filhos pequenos. O velho. Como é que posso fazer isso? Deixa para lá. Faço porque rende. Como já disse, comercializei meu pinto. O velho, um senhor de mais de 70 anos, me chupa uma vez por mês. Sim, uma vez por mês ele passa no puteiro, fica me ouvindo tocar com muita atenção e quando termino o trabalho me leva de carro ao seu belo apartamento onde a costumeira felação é muito bem paga. O pinto endurece em sua boca, e às vezes gozo. Ele sempre goza. Porque se masturba enquanto me chupa. Uma vez ele perguntou se eu queria penetrá-lo. Respondi que não. Não como homem. Não me apetece. Não gosto de cu de homem. E ficou por isso mesmo. Só chupadas. O velho, um verdadeiro cavalheiro, apareceu depois do meu caso com a dona da pensão e do meu caso com a dona do puteiro. Ficou me ouvindo, entusiasmado com minha música. O que me tocou, pois são raros os clientes que prestam atenção a minha música e mais raros ainda os que manifestam admiração. Quando acabei, ele me ofereceu um drinque. Eu, embora tivesse bebido muito aquela noite (bebo enquanto toco) aceitei. Falamos longamente de música. Ele não tinha jeito de homossexual. Chegou a hora de fechar. Saímos. Ele queria beber mais, mas como já estava tudo fechado, propôs irmos tomar o último uísque na sua casa. Aceitei. Bebi mais e mais. Numa hora ele abriu meu zíper e colocou meu pinto na boca. Eu já estava alto e não reagi. Acabei dormindo no sofá enquanto ele me chupava. Quando acordei, com a cabeça que parecia explodir, não me lembrava de nada. Tomei o café da manhã com ele e fui para casa. No caminho enfiei a mão no bolso da calça e notei que havia algo. Era grana que ele tinha colocado sem dizer nada. Aí me lembrei vagamente de que ele tinha me chupado. Um mês depois ele voltou. Ouviu minha música até eu encerrar. Me convidou a ir ao seu apartamento. E eu fui. E fui chupado. Sem estar bêbado. E fui pago. E até hoje. Todo mundo é puto. De um modo ou de outro. Se não tenho escrúpulos em trepar com a dona da pensão e com a dona do puteiro por interesse, por que teria por me deixar chupar pelo velho? Sou um bosta mesmo. E fodido por fodido… Chove. Longa é a noite. E longa a chuva. E longa a caminhada até casa. Desemboco na avenida. Onde há um pouco mais movimento de veículos. Falta menos para chegar na pensão. Cruzo com um bêbado. Que mal se mantém em pé. Que me pede um cigarro. Dou-lhe um. E acendo outro para mim. E vou andando e fumando sob a chuva. O pensamento solto. Um tanto leve. Talvez porque tenha bebido mais da conta. Mas não estou bêbado. Mas preciso controlar a bebida. Ando bebendo demais. A dona do puteiro não me desconta a bebida. Além de me dar janta. Quando toco e bebo me sinto tão bem. Tão leve. Tão solto. Tão feliz. Com tanta esperança no futuro. Esperança de encontrar um local melhor para tocar. Onde paguem mais. Esperança de encontrar uma mulher para amar e ser amado. Esperança de rever meus filhos. Quando toco e bebo sou outro homem. Quando toco e bebo não sou mais um homem. Sou um anjo. O anjo que não consigo ser no dia a dia. Quando toco e bebo deixo de ser um miserável. Um perdedor. Um fracassado. Um desajustado. Um abandonado. Um deslocado. Um outsider. Um animal perdido na cidade. Para tornar-me grande. Superior. Magnífico. Único. E potente e poderoso, absolutamente seguro de mim, subo. Subo. Ascendo às altas esferas. Projetado em direção ao céu pela música. Sublime enlevo. Voo estelar a anos-luz da miséria do chão. E o puteiro se torna teatro. E os parcos aplausos se transformam em ovação. E eu, com a música no sangue temperada pelo álcool, me torno mais alto. E mais bonito. E mais forte. E mais jovem. E as mulheres me jogam rosas. E mandam beijos. E os homens gritam bravo. E minha amada me aguarda no camarim. E me abraça e me beija, emocionada pelo meu sucesso. Pela consagração. E eu choro de emoção. E sou o homem mais feliz do Planeta. O homem mais realizado da Terra. Com a música no sangue. Com a música na alma. Com a música no coração. Com a música na mente. Com a música na carne. Com a música nos músculos. Com a música até nos colhões. Com a música no sopro. Sopro de vida. Que justifica minha existência. Que move minha vida. Que me faz levantar de manhã e aceitar o novo dia. E o sufoco da penúria. E da solidão. E da falta de perspectiva. Eu, animal musical. Visceralmente musical. De esperma musical. Sim, quando toco, com um pouco (ou muito às vezes) de álcool, sou outro homem. Sou um privilegiado que abandona o rebanho para fluir, etéreo e esplêndido, pelos espaços aéreos dos eleitos. Pois sou um eleito. Deus, ou algum deus, assim quis que fosse. Deus, ou algum deus, quis que eu conhecesse a suprema felicidade da música. Ah, meu Deus! Que dom fantástico você me concedeu. A mim, pobre humano. Por isso, por mais triste que seja minha vida, agradeço a Deus por esse privilégio. Sim, quando toco. Quando toco… Som e álcool. O problema é que não posso passar as 24 horas do dia tocando. Há o lado de existir que sou obrigado a enfrentar. Daí esse meu exílio no chão duro do dia a dia. Esse angustiante exílio no território dos outros. No território agressivo, competitivo, hostil dos outros. Esses outros, estranhos, distantes, frios, que não entendem nada do meu mundo. Esses outros constantemente atarefados como formigas ou cupim. Sim, cegamente atarefados como formigas ou cupim encaminhando-se para a morte. Sem ver. Sem sentir. Sem compreender. Apenas ocupados. Sempre ocupados com suas tarefas. Atrozmente limitados. Devastadoramente bitolados. Desesperadamente pragmáticos. Apenas existindo na marcação estabelecida pela morte. Apenas existindo sem viver. Esquecendo-se de viver. Meu Deus, que percepção me foi dada para entender isso. Para entender que é preciso extrair da existência um fio de sentido. Um fio de vida que justifique a existência. A existência, tão vasta quando se torna vida. Mas tão curta. Apenas o tempo de compreender, e somos obrigados a partir. A partir para o nada. Bobos. Ou fariseus. Ou ingênuos. Toda essa manada que não sabe disso. Que vai para o matadouro sem compreender. Que não é capaz de entender. Dessa melancólica manada com a qual sou obrigado a conviver. Como não sentir solidão? Como não sentir a solidão de ser diferente? Como não sentir solidão mesmo acompanhado? A menos que a companhia faça parte da mesma espécie. Ou da mesma tribo, como costumam dizer. Como meus amigos David Haize, o escritor, e Aitor Haritz, o pintor. Esses sim, são dos meus. Com eles me sinto à vontade. Com eles não sou o patinho feio. Sinto-os como irmãos. Irmãos do sentir e do pensar. Eles não se encaixam em determinadas regras estabelecidas pela sociedade. E como são uns mal-encaixados, eu me encaixo facilmente neles. Questão de valores. De identificação de valores. Mas também de uma extraordinária capacidade de sentir. Mas eles estão tão longe. Na terra do sol. Ah, lembro-me de Manhã de Carnaval, que eu sempre toco e que me sugere céu azul e calor. E eu na terra da chuva, da neblina e do frio. Pois é, somos parecidos em quase tudo. Mas o oceano nos separa. Eles estão melhor do que eu. O David ganha muito pouco com os livros, mas dá aulas. E o Aitor recebe um aluguel, além de vender uma ou outra tela. Eles não estão no fundo do poço, como eu. Com o sax e o pinto para sobreviver. Que saudade dos meus queridos amigos. Gostaria tanto de vê-los. E de encher a cara com eles. Como nos bons velhos tempos. Quando era casado e vivia com minha mulher e meus filhos. Eu não era mulherengo como eles. Eu gostava muito da minha mulher. Mesmo ela pertencendo a outro mundo. Mas ela não gostava deles. Dizia que músico, pintor e escritor são todos iguais, tudo a mesma coisa, farinha do mesmo saco: eles só servem para beber, caçar mulher e não ganhar nada. Ela não gostava deles porque eu bebia com eles. E ela ainda achava que quando estava com eles, caçava mulher. Mas eu não era disso. Só bebia com eles. Ela sempre pensou que eles eram um péssimo exemplo para mim. Nossa, quanto tempo… O tempo. Essa coisa angustiante que não perdoa. Que passa sem que a gente perceba. Que nos engana. E nos empurra para a morte. Que destrói tudo. Até os sentimentos mais profundos se gastam com o tempo. E não resta nada. Apenas lembranças do passado. E ilusões murchas. E solidão. E saudade. Como a saudade dos meus amigos. E dos meus filhos, quando eram pequenos e que eu brincava com eles. E da minha mulher, que nunca deixei de amar, embora já esteja casada com outro homem. Saudade… Melancólica saudade. Como essa chuva que não pára. Como a longa noite triste. Como o apito distante de um navio que ouço novamente. Saudade de página virada. E aqui acaba minha caminhada. Cheguei em casa. São 4h40 da manhã.

                                                                  Novembro de 2009

Acabou.

  • em 02/06…      “Prefácio, por Pierre-Auguste Lanord
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