Engel – Sinfonia Inacabada Para Anjo E Poeta

agosto 18, 2012

ENGEL

SINFONIA INACABADA PARA ANJO E POETA

 

 

R.Roldan-Roldan 

 

 

 

 

ENGEL

SINFONIA INACABADA PARA ANJO E POETA

Poema

 

 

 

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Não me deixei prender. Libertei-me e fui

em busca de volúpias que em parte eramreais,

em parte haviam sido forjadas por meu cérebro;

fui em busca da noite iluminada.

E bebi então vinhos fortes, como

bebem os destemidos no prazer.

Konstantinos Kaváfis (in Fui)

 

 


 

Primeiro Movimento (Largo)

Planando no Presente

Azul-néstor-almendros

Violeta

Haxixe

 

Do fundo dos séculos emerges

ao meu encontro

além do espaço

além do tempo

diamante esquecido no pó dos milênios

Engel é teu nome

peço perdão por te amar

desesperadamente

além do amor

sem restrição

como um animal

para te triturar entre os molares da paixão

além de Yerushalaim ani ohev otach

bebes minha essência

além de Malta inhobbok

repousas tua cabeça sobre meu peito

além de Santo André eu te amo

te recolhes em minha alma

Anjo é teu nome

à beira do caminho

solitário como uma prece nas dunas

entre a constelação do Destino

estendes a mão que beijo

já te vi

longe

bem longe

em Buenos Aires yo te quiero

ou Nova York I love you

ou talvez no gueto de Varsóvia ich han dich lib

e beijo tua ferida milenar

e me faço chaga tua porque te amo

muito além de mim

da razão

do perdão

da redenção

te amo

como a raiz ama a terra

vem meu amor

vem antes que eu parta

vem me viver na extensão total do meu desejo

na divisa do absoluto

vem me viver nos limites do humano

tu anjo no exílio

no irreversível?

sou em ti a razão de ser

és em mim o que esperavas

e te fazes criança em meus braços

querubim

Angel é teu nome

transmutam-se as horas

os corpos se encontram

oásis à sombra do infinito

que buscas em mim

senão saciar a sede do indizível?

que buscas em mim

senão saciar a fome do inominável?

em ti cessa a minha busca

em ti abdico

perante o amor

nada além desse sentir

eliminando tempo e espaço

esse impulso que nos precede

como o enigma precede o acaso

o fantástico acaso que nos alinhou

não sei de onde vens

não sabes aonde vou

queres fundir-te em meu corpo

como água absorvida pela terra

além das muralhas de Jericó

Ange é teu nome

e cobres minha pele com tuas asas

agora invisíveis

tu que sentes frio

tu anjo desterrado que buscas calor

vem meu doce querer

que meu sangue circula para te aquecer

nada temas

aqui estou para te proteger

com a energia de amar

nada há de te acontecer

a não ser

ser em mim

como sou em ti

longe do fragor da turba

que não entende tuas palavras

nem as minhas

que as minhas tuas são

na célere lentidão do tempo

plasmado na plenitude de existir

no cálido ninho suspenso na ponta de uma estrela

onde nossa carne se unifica

entre espasmos e olhares abissais

Angelo é teu nome

demiurgo que me queres gozo sem fim

só para ti

e eu velho guerreiro arribo no porto do teu desejo

e me dizes

– vou te contar um segredo

– qual é o segredo? pergunto

– ainda é cedo para falar

 

 

Segundo Movimento (Presto)

Inquietação no Passado

Azul-néstor-almendros

Rosa

Ópio

 

CONTINUAÇÃO DESTE LIVRO  NO AMAZON E-BOOKS

 

 

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