Sobre Meu livro
‘Juiz, Casado, com Filhos, Procura Homem Para Sexo Casual’

Meu livro de contos ‘Juiz, Casado, com Filhos, Procura Homem Para Sexo Casual’, que acaba de sair no Amazon e-books, focaliza o sexo em seus mais variados aspectos. São sete relatos, narrados em primeira pessoa, sob o fluxo de consciência, que abordam relacionamentos sexuais não muito ortodoxos, que foram pinçados, aqui e ali, de fatos reais, devidamente romanceados, ou, para usar um termo que não existe. ‘ficcionados’. Alguns desses relacionamentos são movidos pelo amor ou pela paixão, outros pelo comodismo, outros pelo dinheiro e outros para conceber, literalmente falando. O enfoque cru e irônico, ou mesmo sarcástico, reforça um painel social contemporâneo onde o sexo acaba adquirindo uma dimensão não propriamente elevada ou espiritual (ao contrário do que muita gente pensa, o sexo pode ser transcendental, já que é um dos atos fundamentais do ser humano, sendo a abstenção sexual uma aberração), mas, de certo modo, redentor para alguns personagens. Estes o procuram para as mais diferentes necessidades. Para os mais variados objetivos.
Em’Vó, Teu Amante É Gostoso?’ temos uma respeitável senhora bisavó, quase octogenária, que arruma um amante garotão, negro e lixeiro. Em ‘Pau na Horizontal’, um escritor sexagenário se envolve e transa com uma jovem estudante de Letras que tem namorado. Em ‘Juiz, Casado, com Filhos, Procura Homem Para Sexo Casual’, como sugere o título, um juiz maduro, adicto por homens negros, se envolve, contra sua vontade, com um jovem médico branco acusado de assassinato. Em ‘Maitezaitut/Anee Ohev Otakh’, (eu te amo em euskara e em hebraico) um pintor anarquista e anárquico, de origem basca e de comportamento marginal, tem uma relação tempestuosa com uma psicóloga clínica casada, com filhos, bem certinha e bem burguesa, de origem sefardi. Em ‘Pai, Quero Ser Mãe’, uma jovem deficiente física pede ajuda ao pai para ser fecundada. Em ‘Comida Caseira’, uma esposa empurra uma irmã solteirona ex-freira e uma irmã viúva evangélica para os braços do marido, já que ela, a esposa, está cansada de sexo, mas não quer perder o cônjuge, e assim acabam formando ‘un ménage à quatre’, ou seja, sexo em família sem ninguém enganar ninguém. E, finalmente, em ‘Sax’, um músico de meia idade, divorciado, solitário e decadente, faz sexo com a dona do prostíbulo onde toca – para não perder o emprego – e com a dona da pensão onde mora – para obter um desconto no aluguel e se deixa ‘felar’, eventualmente, mediante remuneração, por um senhor rico de idade avançada. E assim, temos prostituição masculina, poligamia, incesto, adultério, homossexualismo, e sexo entre jovens e idosos.
Para encerrar, gostaria de salientar que fico surpreso, eu, escritor libertário, logo espontâneo e ‘natural’, em ver que ainda há – no século XXI – pessoas tão ‘inteligentes’, ‘cultas’, ‘informadas’ e ‘sábias’ (para não dizer ignorantes, hipócritas e burras) que se espantam com o que escrevo. No caso específico deste livro, deve ser o título que afugenta os cordeiros que se submetem periodicamente à lavagem cerebral do comportamento medieval. Como se não houvesse juiz gay e como se o homossexualismo fosse um crime. Que o bom Deus nos livre dos imbecis fundamentalistas.
Copulem, pois, caros leitores, que o sexo é bom para a circulação, para o coração, para o intestino, para a pele e, principalmente, para o sistema nervoso. Qualquer médico pode confirmar. Sejam equilibrados, racionais, façam sexo.
11-05-15